9 de maio de 2011

NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS - Uma partilha vinda da Secretaria de Estado Adjunta e da Reabilitação - Portugal




NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL



NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS


1. O ME pauta a sua acção pelo rigor e pelo envolvimento dos parceiros relevantes, no caso vertente, as famílias, os professores, as escolas e as instituições particulares que actuam no âmbito da educação especial, no quadro de uma estratégia de intervenção articulada e tomando como referência as boas práticas internacionais neste domínio específico.


A actuação do Ministério da Educação norteia-se por padrões de qualidade, como, de resto, foi reconhecido pela avaliação externa com supervisão internacional feita à resposta institucional dada às necessidades educativas especiais tendo o respectivo relatório sido apresentado em sessão pública no passado dia 7 de Março.


As linhas directrizes da acção do Ministério da Educação no campo das Necessidades Educativas Especiais têm abrangido essencialmente:


· o investimento na organização do sistema e em equipamento;


o aumento do número de docentes de educação especial em função das necessidades;



· a formação de professores e pessoal não docente, articulada com instituições de ensino superior;



· a criação de uma rede de escolas, de agrupamentos de referência e de unidades de apoio especializadas;



· o aumento do número de técnicos especializados;



· a criação de centros de recursos TIC [tecnologias de informação e comunicação];



· a acreditação de centros de recursos para a inclusão (CRI) por reorientação das escolas especiais;



· a elaboração e homologação de um programa curricular de Língua Gestual Portuguesa;



· a elaboração e homologação de um programa curricular de Português Língua Segunda para Alunos Surdos;



· a atribuição de produtos de apoio (software) aos alunos com necessidades especiais;



· o aumento do número de manuais escolares em formatos acessíveis a alunos com necessidades educativas especiais.



2. Pode assim afirmar-se que, comparativamente a anos anteriores, os dados seguidamente apresentados permitem constatar que a educação especial dispõe actualmente de mais apoio, de melhores condições, de mais equipamentos, de mais técnicos com melhor formação, de mais capacidade de acolhimento e trabalho das escolas e dos professores com os alunos que têm necessidades educativas especiais.



EDUCAÇÃO ESPECIAL EM NÚMEROS



















































































Escolas de referência e Unidades Especializadas







Tipo de Unidade



N.º escolas/unidades



N.º alunos



2009/10



2010/11



2009/10



Dados de Julho 2010



2010/11



Dados de Set. 2010





Escolas de Referência p/ Educação Bilingue de Alunos Surdos



20



20



526



641



Escolas de Referência para Educação de Alunos Cegos/Baixa Visão



52



52



227



231



Unidades de Apoio Especializado a Alunos com Autismo



187



231



795



1.247



Unidades de Apoio especializado a Alunos c/ Multideficiência



292



320



1320



1.699





















































































































Afectação de Recursos Humanos







Recursos Humanos



Alunos





2009/10



2010/11



2009/10



2010/11



Docentes em estabelecimentos públicos



4.779



6.225



25.029



33.186



Docentes afectos a unidades especializadas



686(a)



955(b)



2.115



2.946



Docentes destacados nas IPSS e CERCI (c)



295



220



1720



1.100



Educadores destacados em Intervenção Precoce



500



500



4.335



4.500



Técnicos (terapeutas ocupacionais, da fala, fisioterapeutas, formadores e intérpretes de LGP)



1.289



1.300(d)



5.229



5.304



Assistentes operacionais em Unidades Especializadas



700



714



2.115



2.946





(a) Estão integrados nos 4.779.



(b) Estão integrados nos 6.225.



(c) A diminuição dos docentes e alunos neste domínio decorre da inclusão crescente nas escolas da rede pública.



(d) 722 técnicos apoiam alunos em Unidades Especializadas.



















Materiais de Apoio aos Alunos















































































2009/10



N.º



2010/11



N.º



Centro de Recursos para a inclusão (CRI)



74



74



Centro de Recursos TIC para a Educação Especial (CRTIC)



25



25



Livros em Braille – manuais escolares e livros de leitura recomendada



18.000



20.100





Manuais escolares e livros de leitura recomendada em formato digital





1.150







2.050



Figuras em relevo



9.000



10.200



Livros em formatos acessíveis (Língua Gestual Portuguesa, Sistemas Aumentativos de comunicação, áudio)





1.500





3.000





Apoio em produtos de software adequados ao tipo de deficiência





400.000€





(em análise)







Orçamento Educação Especial 2011 – Orçamento por Acções































Educação Especial



2010



(Estim. Executado)



2011



(Inicial)



Acréscimo



Orçamento de Funcionamento





231.793.079





236.234.749





1,9%



Lisboa, 27 de Abril de 2011.



o gabinete de comunicação



Gab.comunicacao@me.gov.pt





A minha nota pessoal a estes números é a seguinte



(pela minha experiência pessoal e pelos relatos que me são feitos por outras mães):



Não sei onde estão os técnicos colocados;



Não sei onde estão os docentes especializados em EE



e não sei onde estão os Assistentes Operacionais!



Que as Unidades existem ninguém duvida, mas daí a estas funcionarem como deveriam vai uma grande diferença!!!




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