26 de março de 2009

Espectáculo "O AQUI" - CIM


C.I.M é a Companhia Integrada Multidisciplinar criada pela Associação Vo’arte em parceria com a Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa (APCL) e o Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian (CRPCCG).
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Esta Companhia integra bailarinos, pessoas portadoras de paralisia cerebral e técnicos especialistas no apoio a este tipo de doença.
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No próximo dia 16 de Abril às 21 horas, a Companhia C.I.M estreia um novo espectáculo intitulado O Aqui, evento transdisciplinar que cruza movimento, palavra, música, ritmo e imagem. Inspirando-se na ideia do labirinto de Creta, para alguns pensadores metáfora do cérebro e do pensamento, o espectáculo constrói-se como uma viagem conjunta, de cariz poético, que procura pensar a posição do indivíduo no seio do colectivo em que se insere.
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A receita da venda de bilhetes reverte a favor da APCL.
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Vamos ajudar a encher a sala do Teatro Camões, divulgando e evento e até vendendo bilhetes.

Basta contactar a sede da APCL através dos contactos:
Tel.: 21 754 06 92/3
ou na Avenida Rainha D. Amélia em Lisboa
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Espectáculo co-produzido por: APCL, Vo/Arte, CRPCCG -ISS.ip, Teatro Municipal S. Luiz
Apoio: INR

Para maiores de 6 anos.
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20 de março de 2009

1º Congresso Internacional CADin


O Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil - CADIN, organiza o 1.º Congresso Internacional CADIn sobre Perturbações do Desenvolvimento: da Infância à Idade Adulta.


Este evento decorrerá de 25 a 28 de Março de 2009 e contará com a presença do Prof. Doutor António Damásio. A Imagina associa-se a este evento e dará o seu contributo para o sucesso do mesmo.

O acolhimento e a apresentação de posters temáticos decorrerá no edifício do CADIn; as restantes conferências e painéis serão realizados no Centro de Congressos do Estoril.


Trata-se de um encontro que reunirá diversos especialistas nacionais e internacionais de referência no domínio das Pertubações do Desenvolvimento, que darão a conhecer os mais recentes dados provenientes de investigações levadas a cabo um pouco por todo o mundo.

Serão abordadas diversas temáticas inerentes ao processo de desenvolvimento humano, desde Dislexia, Autismo e Problemas de Linguagem, até à Integração Profissional de Pessoas com Perturbações do Desenvolvimento, entre outras.


Como as inscrições já estão esgotadas, esperamos que este encontro se traduza em verdadeira PARTILHA de conhecimentos e (porque não?!) de emoções.

3 de março de 2009

Workshops da "Oficina Dídáctica"

As próximas workshops da Oficina Didáctica serão já este mês:

O Brincar e o Brinquedo
Dia 07 de Março 2009 - das 10h às 17h - Lisboa

«Porque o brinquedo é a melhor oportunidade de desenvolvimento. Brincando a criança experimenta, descobre, inventa, exercita e confronta habilidades.
O brinquedo estimula a curiosidade, a iniciativa e a autoconfiança. Proporciona aprendizagem, desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração da atenção.
Brincar é indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. É uma arte, uma capacidade natural que, quando bem cultivada, vai contribuir, no futuro para a eficiência e o equilíbrio do adulto.
O brinquedo facilita a auto-expressão e a autorealização e é sempre uma oportunidade para que a criança interaja, faça escolhas e tome decisões.»
A Pedagogia Waldorf: A Arte da Educação
Dia 21 de Março 2009 - das 9h30 às 17h30 - Lisboa
«É da maior importância assegurar na criança a confiança inata no mundo envolvente, o desejo de conhecer e o entusiasmo de agir. Através de um ambiente de calor afectivo e de qualidade estética nos primeiros 7 anos (1º septénio), é essencialmente a educação dos sentidos, a consolidação de hábitos saudáveis e a conquista do espaço que rodeia a criança, que lhe proporcionam segurança, alegria e sociabilidade. Dos 7 aos 14 anos (2º septénio), a relação com o professor e a actividade artística permeiam todas as aprendizagens, teóricas ou práticas, constituindo o modo de encarar o mundo. Dos 14 aos 21 anos (3º septénio) é o estudo da realidade em todas as suas vertentes e a formação de juízos que formam o cerne da educação do jovem, habilitando-o a uma intervenção activa na sociedade.»

10 de janeiro de 2009

I Congresso da Federação APPC



Nos próximos dias 23 e 24 de Janeiro realizar-se-á o I Congresso da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral.

Qualquer pessoa interessada no tema "PENSAR O FUTURO" pode participar, bastando para isso fazer a inscrição (que está disponível online no sítio da FAPPC, assim como outras informações).



Pelas palavras da Presidente do Executivo da Comissão Instaladora FAPPC,
Dra. Maria da Graça Andrada:

«Caros Amigos,
Neste I Congresso da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral - FAPPC cujo lema é “Pensar o Futuro” pretendemos reunir todos os que lutam e trabalham para conseguir dar à criança, jovem e adulto com Paralisia Cerebral, todas as condições para um desenvolvimento máximo das suas potencialidades e os apoios a que têm direito para uma vida plena em igualdade de oportunidades.
A Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral – APPC, que iniciou a sua acção em 1960 tem um passado com larga experiência, partilhada por Pais, Pessoas com Deficiência, e Técnicos que seguramente será linha condutora para o nosso trabalho futuro.
Os temas que vão ser abordados por especialistas nas várias áreas vão, desde aspectos científicos e de investigação, à intervenção e aos apoios técnicos e sociais.
Derrubar barreiras, criar estruturas de apoio, promover oportunidades integradas numa sociedade livre e democrática são os nossos objectivos.
Contamos com a vossa presença e transcrevemos o poema de um dos nossos jovens.»

Maria da Graça de Campos Andrada
Presidente do Executivo da Comissão Instaladora da FAPPC




“Derrubemos


Amigo, ajuda-me a passar aquela passadeira
da vida, o degrau alto.
Ajuda-me sem pena, com a amizade que nos
une; vamos ao teatro, a um centro de saúde,
vamos andar de metro... e com a ajuda dos
amigos do mundo derrubemos essa barreira.
Erro quando não grito, quando vejo o mal e
me calo, erro quando me acomodo ao fácil;
quando me deixo estar nos braços da minha mão.
Fico parado em frente de mil carros... os
bolsos semi-vazios impedem-me de ir aonde a
mente quer.
Rua cheia de passos (de pessoas), as rodas da
cadeira não passam por entre a mente de
quem nos ama.”


Nelson Moniz em “Raios de Vidas”
Edição APPC / Fundação Calouste Gulbenkian 2003

26 de novembro de 2008

Projecto Estrela


Oferta de Soluções especiais PT, formação e Internet em banda larga a todas as APPC vai beneficiar directamente cerca de 6000 crianças e jovens. Um protocolo da Fundação PT com a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral assinado em Maio.

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A Fundação Portugal Telecom e a Direcção Nacional da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral assinaram dia 24 de Maio, o Protocolo Estrela.O Programa Estrela insere-se num dos principais objectivos da Fundação Portugal Telecom, o combate à info-exclusão, que preconiza o estabelecimento de parcerias para a oferta de soluções tecnológicas que respondam às necessidades de comunicação das populações vítimas de exclusão social, entre as quais, pessoas com deficiência.
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Este protocolo estabelece, assim, as condições para a instalação, por parte da Fundação Portugal Telecom, de um centro de recursos educativo e formativo nas APPCs de todo o País.Nestes Espaços Fundação Portugal Telecom em cada um dos Núcleos Regionais, serão disponibilizadas Soluções Especiais PT para pessoas com deficiência, designadamente com paralisia cerebral. O PTMinha Voz, nas suas versões Grid, IntelliTalk, IntelliPics Studio e IntelliMathics, está vocacionado para cidadãos com disfunções neuromotoras, na fala, e deficiências a nível cognitivo. Os Espaços serão também dotados de acesso à Internet.Em cada Espaço será instalado um PC Desktop com ecrã táctil com o pacote de softwares educativos Intellis e o Software GRID de comunicação aumentativa e acesso à SI, interfaces físicos para acessibilidade ao PC e interface e telefone de infravermelhos.
(...)
Além de elogiar a acção e reconhecer o trabalho da Fundação PT a Secretária de Estado Adjunta falou da intenção deste governo em facilitar o acesso destes jovens e crianças com necessidades especiais ao ensino, que no entender deste Governo deverá ser feito através das novas tecnologias.
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Ainda que destinados a pessoas com paralisia cerebral os Espaços Fundação Portugal Telecom estarão preferencialmente abertos à comunidade na respectiva zona de influência. O funcionamento de cada um dos Espaços terá lugar no âmbito do trabalho regular levado a cabo pelos núcleos da APPC e será acompanhado em permanência por técnicos designados para o efeito, cuja formação específica será assegurada pela Fundação e ministrada, a título gracioso, pela ANDITEC no âmbito dos Programas em parceria estabelecidos com a Fundação Portugal Telecom. A Fundação será igualmente o garante do serviço de Help Desk, disponibilizado através de uma linha directa de atendimento especializado.Por sua vez, a APPC irá coordenar o funcionamento destes Núcleos assegurando o seu funcionamento e apresentando à Fundação PT um relatório anual da actividade desenvolvida por cada um dos Espaços Fundação Portugal Telecom.

Mais um passo importante na luta pela igualdade social, contra a info-exclusão e a favor das pessoas com necessidades especiais.
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NOTÍCIA RETIRADA DO SITE DA FUNDAÇÃO PORTUGAL TELECOM
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18 de novembro de 2008

Workshop ''Criatividade: brincar com os 5 sentidos atrás das nuvens''

A Criatividade surge como um veículo que nos transporta desde a nossa infância onde podíamos rir até ao por do sol nos longos dias de verão, até a um mundo actual em cujos desafios caem do céu aos trambolhões. A Criatividade liga-nos ao prazer intenso de sermos quem somos, permite-nos transformar a nossa existência e o mundo à nossa volta e ajuda-nos a encontrar soluções para as pedras que vamos encontrando no caminho.


Objectivos do Workshop ''Criatividade - brincar com os 5 sentidos atrás das nuvens'':
Conhecer e experimentar técnicas que estimulam a criatividade;
Reflectir sobre atitudes que facilitam a criatividade;
Desmistificar algumas ideias que estão associadas à criatividade.

Destinatários:
Profissionais com intervenção na área da Educação ou da Saúde da Criança;
Estudantes de cursos das áreas da Educação ou da Saúde;
Todos os interessados em desenvolver o seu potencial criativo.

Agenda:
Local: Lisboa - Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural
Data: 22 de Novembro de 2008 (sábado)
Horário: 10H - 17H
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INFORMAÇÃO RETIRADA DA "BICA" - CNOTINFOR
(BOLETIM INFORMATIVO DE INTERACTIVIDADE, COMUNICAÇÃO E APRENDIZAGEM)
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Para mais informações, contacte a organização: OFICINA DIDÁCTICA
info@oficinadidactica.pt
Rua D.João V, 6-B 1250-090 Lisboa
Tel: 21 387 24 58
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16 de novembro de 2008

Normalidade de Vida


Raymundo Veras, especialista brasileiro em Lesões Cerebrais, escreveu um dia:
- Normalidade de vida
Precisamos de dar à criança de cérebro lesado OPORTUNIDADES NORMAIS.
Muitas vezes, mesmo a criança normal demora a falar. Os pais sabendo que o filho é normal, insistem e repetem sempre, diariamente, por meses e até anos a fio, aquelas mesmas palavras. Um dia, a criança começa a balbuciar o que foi exaustivamente ensinado.

Persistência. Muita persistência. É o que recomendamos aos pais de uma criança de cérebro lesado. Tenha entusiasmo. Esqueça a tensão nervosa. Tenha alegria de viver, para poder transmiti-la a seu filho. Afugente a tristeza e tudo correrá bem com a criança. Os pais da criança de cérebro lesado devem ter a mesma persistência em repetir para ela, como a mãe de uma criança normal, para que um dia tenha a alegria de ver a sua criança dando respostas aquelas informações.
Naturalmente, existe uma diferença entre a criança de cérebro lesado e a de cérebro normal. No entanto as duas se igualam na necessidade de informações. A criança de cérebro lesado precisa de mais e recebe menos porque os pais nervosos, ansiosos, tensos, abatidos moralmente, não têm condições de dar estas informações com a mesma frequência, intensidade e duração que os pais de uma criança normal.
Vamos pois, ter grande cuidado, um grande carinho para com a criança de cérebro lesado, não aumentando as suas deficiências, mas ao contrário, tendo como objectivo a retirada desses obstáculos. Os pais das crianças sonham com um remédio milagroso que possa trazer os seus filhos para a normalidade da vida. Sem qualquer despesa, cada família pode fazer com que os seus sonhos se tornem realidade. Tudo isso exige muita perseverança, honestidade e inteligência por parte dos familiares. Só a família inteligente, honesta e perseverante poderá salvar a sua criança de cérebro lesado colocando-a numa faixa de normalidade de vida.
Minha mensagem aos pais é de crença, e de assistência positiva, através de estímulos. Que a criança receba o que toda criança normal precisa para o seu desenvolvimento ontogenético normal, e, às vezes, que receba estímulos acima do normal
Dr. Raymundo Veras

14 de novembro de 2008

Seminários

No âmbito do Portugal Tecnológico 2008 - a maior mostra nacional de tecnologia, a Cnotinfor irá dinamizar no próximo dia 19 de Novembro, quarta-feira, um seminário intitulado "Tecnologia e Inclusão na Educação Especial", no Auditório da FIL e com a duração de 50 minutos (das 11h00 às 11h50).
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(...) Destinando-se ao público em geral e, específicamente a:
Responsáveis dos Centros de Recursos TIC na área das NEE, Professores e educadores especializados na área da Educação Especial, Educadores de Infância, Professores, Terapeutas, Fono-audiólogos, Técnicos de Reabilitação e de Reinserção, Auxiliares de Educação, Familiares ou Outros.
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No mesmo âmbito , a Cnotinfor irá dinamizar no próximo dia 20 de Novembro, quinta-feira, um seminário intitulado "Um novo conceito de software educativo para um novo conceito de ensinar e aprender", no Auditório da FIL e com a duração de 1 hora e 50 minutos (das 15h00 às 16h50 ).
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(...) Destina-se a: Vereadores da educação das Câmaras Municipais, Responsáveis dos Colégios / Escolas, Coordenadores TIC, Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico e Secundário
Animadores das AECs, Responsáveis das Bibliotecas Escolares e Municipais, Pais e Educadores.
A comunicação apresenta um novo conceito de software educativo para o ensino e aprendizagem: mais que conteúdos, ferramentas e contextos tanto para os professores como para os alunos.
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Confirme a sua presença por e-mail* (comercial@imagina.pt) ou telefone (239 499 230) e teremos todo o gosto em preparar um brinde para lhe oferecer aquando da sua visita.
Visite de 18 a 23 de Novembro de 2008
Horário: 11h00 - 21h00
Local: FIL – Lisboa, Parque das Nações
Não se esqueça de efectuar o registo* para obter o convite electrónico que lhe dá acesso gratuito à Feira e aos Seminários.
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13 de novembro de 2008

Integração Sensorial

A INTEGRAÇÃO SENSORIAL é o processo neurológico que organiza a sensação do nosso corpo e do ambiente, torna assim possível usar o nosso corpo no ambiente- Unifica, interpreta e associa os aspectos espaciais e temporais das diferentes modalidades sensoriais de input- " é um processamento de informação " (Jean Ayres, 1989).
É a capacidade de organizar e processar a informação sensorial e utilizá-la para dar respostas adequadas. A "utilização" pode ser a percepção do corpo ou do mundo ou um processo de aprendizagem ou o desenvolvimento de alguma função neural.

SENSORIAL - pertence aos nossos sentidos que incluem o tacto, o movimento, consciência do corpo, visão, audição, cheiro, paladar e o centro de gravidade.
INTEGRAÇÃO - é o processo de fazer um conjunto, unificando , que vai permitir que o cérebro utilize a informação que recebe , através dos nossos sentidos.

O processo do nosso cérebro organizar e interpretar esta informação é a chamado INTEGRAÇÃO SENSORIAL .
Os nossos sentidos trabalham em conjunto. Cada sentido trabalha com os outros a fim de formar uma imagem composta, de quem somos fisicamente, onde estamos e o que há à nossa volta.
A INTEGRAÇÃO SENSORIAL é a função crítica do cérebro que é responsável pela produção desta imagem composta .
Assim a INTEGRAÇÃO SENSORIAL é a capacidade de combinar a informação recebida através dos nossos sentidos e organizá-la em mensagens significativas .
As crianças aprendem os seus mundos através dos sentidos,J. Ayres considera que os sistemas sensoriais indicados seguidamente são de importância fundamental no desenvolvimento organizacional do sistema nervoso central:
  • Sentido do tacto ( percepção táctil );
  • Sentido da gravidade ( percepção vestibular );
  • Sentido através dos músculos e articulações ( propriocepção ).

A Integração Sensorial tem assim como objectivos tratar os seguintes padrões de disfunção:
  • Dispraxia, ou dificuldade em fazer o planeamento motor, associado à pobre discriminação táctil, o que se pode designar por Dispraxia Somatosensorial de base;
  • Pobre Integração Bilateral associada à disfunção vestibular-proprioceptiva e a um pobre mecanismo ocular-postural, o que se pode designar por disfunção de Integração Vestibular Bilateral;
  • Defesa Táctil ou Reacção de Aversão ao ser tocado, por vezes associado a agitação motora e distractibilidade;
  • Pobre Percepção da Forma e do Espaço (visual e táctil);
  • Disfunção Auditiva e da Linguagem.

Existem vários sinais que podem ser indicadores da existência de uma disfunção da Integração Sensorial, nomeadamente:

  • Pouca ou muita sensibilidade ao toque, ao movimento, a estímulos visuais e auditivos;
  • Problemas de coordenação motora e equilíbrio; excesso de actividade ou lentidão;
  • Comportamento impulsivo ou dispersivo;
  • Atraso na fala e linguagem;
  • Baixo rendimento escolar;
  • Dificuldade para planear movimentos e estabelecer uma sequência de tarefas;
  • Falta de força e tónus muscular;
  • Dificuldade para se ajustar a situações novas e baixa auto-estima.

Estas dificuldades são notórias em diferentes contextos e não precisam de estar todas presentes para ser feito o diagnóstico.

Quando efectivamente a criança apresenta esta disfunção, é importante recorrer à terapia de Integração Sensorial. As crianças geralmente aderem muito bem a este tipo de terapia, pois é muito divertida, uma vez que decorre num ambiente clínico lúdico e recorre a equipamentos de que as crianças habitualmente gostam muito nomeadamente, bolas de diferentes tamanhos, almofadões, uma grande variedade de brinquedos, entre outros.

Antes de iniciar a terapia, é feita uma avaliação para avaliar o tipo de Perfil Sensorial e assim definir-se o programa de intervenção. O programa é delineado por forma a que as actividades a desenvolver com a criança consigam proporcionar desafios adequados, estimulando o desenvolvimento e melhorando o seu desempenho funcional.

Este tipo de intervenção é desenvolvido por Terapeutas Ocupacionais, com especialização nesta área. Estes profissionais, para além de promoverem o desenvolvimento de actividades que estimulam uma melhor integração sensorial fornecem também à família sugestões para aplicar no seu quotidiano.

Esta Terapia encontra-se actualmente a ser desenvolvida na unidade de Terapia Ocupacional no Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão, entre outros sítios a nível particular.

(Texto retirado do site da APPC-Faro)

12 de novembro de 2008

Epilepsia

O que é a Epilepsia?

A Epilepsia é uma doença crónica, que se diagnostica quando uma pessoa tem duas ou mais convulsões sem febre. Nesta definição está implícita a noção de que é necessário que as crises sejam recorrentes, e surjam espontaneamente.

O que são convulsões?
As convulsões epilépticas resultam de uma actividade anormal das células cerebrais. Desmaios, sonambulismo, “crises de nervos”, não são convulsões epilépticas e nada têm a ver com epilepsia. Diferentes partes do cérebro executam diferentes tarefas. Se a actividade anormal ocorre numa área responsável pelos movimentos da face, então a convulsão será caracterizado por “espasmos” da face. Se for a área responsável pela percepção de odores, a “convulsão” consistirá na sensação de um cheiro intenso que as outras pessoas não notam. Assim, a variedade de convulsões é enorme, indo desde as simples”paragens” de actividade, às crises de “grande mal” com movimentos descontrolados de todo o corpo e perda de conhecimento. Todos estes episódios resultam de uma “descarga” anormal de um conjunto de neurónios (células nervosas), que em regra acontece sem aviso prévio e com duração limitada. Esta descarga provoca uma desorganização temporária da actividade cerebral. As convulsões que têm origem numa zona limitada do cérebro chamam-se parciais, as que envolvem o cérebro na sua globalidade chamam-se generalizadas. Por vezes, mesmo as convulsões parciais alteram o estado de consciência da pessoa sendo chamadas de complexas em oposição às em que tal não sucede (simples).

Qual a causa?
A maior parte das vezes a epilepsia resulta de uma predisposição constitucional ou intrínseca para ter convulsões. Para esta propensão contribuem, seguramente, factores genéticos. Mais raramente a epilepsia é devida a lesões cerebrais identificáveis, quer congénitas quer adquiridas. Factores externos ou internos como a privação do sono, stress, variações hormonais ou outros modificam a excitabilidade cerebral contribuindo para a eclosão de uma crise.
Como se diagnostica?
O diagnóstico é clínico, isto é, resulta da análise feita pelo médico da descrição dos episódios. Mais raramente uma crise pode ser visualizada através de gravação em vídeo ou observação directa do médico. O electroencefalograma (E.E.G.) é um exame muito útil mas não permite, muitas vezes, e só por si, fazer o diagnóstico. Na verdade, muitas pessoas com epilepsia têm um EEG normal, e não é raro haver anomalias em indivíduos que não têm epilepsia. Por isso, o resultado de um EEG deve ser interpretado à luz da informação clínica. Em alguns casos é importante a realização de um exame de imagem, (TAC ou Ressonância Magnética), para excluir a presença de uma lesão estrutural.

Como se trata?
Existe um grande número de medicamentos anticonvulsivantes. Estes remédios devem ser tomados, a maior parte das vezes, durante períodos de alguns anos. Para cada tipo de epilepsia e doente existe um ou mais medicamentos que estão particularmente indicados. A escolha do medicamento depende assim de um grande número de factores que devem ser ponderados cuidadosamente.

Qual o prognóstico?
O prognóstico depende de um variado número de factores que incluem o tipo de epilepsia, sua causa, resposta ao tratamento e idade entre outros. Cerca de 20% das epilepsias são de muito difícil tratamento, mas a maior parte das vezes consegue-se um controlo satisfatório das crises. Diversas formas de epilepsia são limitadas no tempo e consideradas benignas, outras respondem a tratamento cirúrgico, principalmente quando se identifica uma lesão localizada.